A seleção brasileira que conquistou o tetra, nos Estados Unidos, é, talvez, a que mais sofreu críticas na fase de preparação. Em 1993, ainda nas Eliminatórias, depois da derrota para a Bolívia, em La Paz, o grupo, comandado por Carlos Alberto Parreira, foi atacado pela torcida e pela imprensa. Já no último jogo, contra o Uruguai, que seria decisivo para a classificação nacional, a dupla Parreira e Zagallo teve de engolir Romário.
O caderno de esportes da Folha de S.Paulo, edição de 8 de setembro de 1993, estampava o seguinte título: “Parreira convoca hoje Romário” e explicava: “Técnico não confia em Valdeir e Evair e chama atacante do Barcelona para a vaga de Müller”. A dupla Parreira e Zagallo se curvava aos pedidos para a convocação do atacante, que estava fora da seleção desde o desentendimento com a comissão técnica no fim de 1992. Aos jornalistas, o treinador brasileiro justificou: “Evair, Valdeir e Luís Henrique, como não vinham jogando, estão sem ritmo”. Sobre Romário: “Não há por que não o chamar agora. Amanhã [08.09.93], com mais calma, conversarei com Zagallo e Américo Faria [supervisor da seleção] sobre o assunto. Mas fique claro que a decisão depende só de mim”.
Em 19 de setembro de 1993, um domingo, mais de cem mil torcedores lotaram o Maracanã e foram brindados por uma exibição de gala de Romário. Diante dos uruguaios, o técnico Carlos Alberto Parreira escalou a equipe assim: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Mauro Silva, Dunga, Raí e Zinho; Bebeto e Romário. Depois de um primeiro tempo sem gols, Romário marcou de cabeça, aos 26 minutos, após cruzamento de Bebeto, da direita. A bola quicou no chão e passou entre as pernas do goleiro Siboldi. Aos 36, Mauro Silva lançou Romário que, sozinho, driblou o arqueiro uruguaio e tocou para o fundo das redes: 2 a 0. A seleção, depois de inúmeros percalços, mantinha a escrita de ser a única presente em todas as Copas.
Na sequência do jogo, falando aos jornalistas, Parreira cogitou abandonar o cargo, mas ponderou: “Se eu considerar só a razão, tenho de continuar, mas as pressões foram muitas, o desgaste, enorme, e não sei se devo passar por isso outra vez”. Para o treinador, a seleção chegou ao auge naquela partida. A CBF confirmou que ele seria o técnico na Copa, apesar das pressões de torcedores por um novo nome.
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